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22 de março de 2018 às 11h53

Entidades realizam grande ato pela defesa da água em Brasília

O Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas em fevereiro de 1993 para ser celebrado nos dias 22 de março. O objetivo da data é promover a conscientização coletiva sobre as diversas formas de uso dos recursos hídricos.

 

Este ano, a data ficou marcada pela realização de um grande ato em Brasília-DF. Centenas de entidades sindicais, sociais e ONG’s que participam do Fórum Alternativo Mundial da Água foram às ruas fazer a defesa da água como direito fundamental.

 

O presidente do Sindaema e um dos representantes do Comitê Capixaba do Fama 2018, Fábio Giori, acredita que o povo brasileiro precisa dar um basta à mercantilização da água. “Inúmeros retrocessos, como a MP do Saneamento e a proposta dos mercados de água ameaçam privatizar nossos recursos hídricos. Precisamos lembrar das comunidades que não têm acesso amplo à água, das pessoas que foram atingidas pela tragédia em Mariana-MG e de todos aqueles que foram violados com construções de barragens e dizer chega a esses absurdos”.

 

Mercados de Água

 

O Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) propôs alterar a Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei nº 9.433/97. A ideia é introduzir os chamados “mercados da água” como um instrumento de gestão de crises hídricas e para a redução de conflitos por água.

 

Todavia, o projeto não funcionaria desse jeito. A proposta de Tasso Jereissati é mais uma maneira de transformar a água em uma mercadoria. Em entrevista ao Século Diário, o presidente do Sindaema, Fábio Giori criticou a proposta de Tasso, afirmando que o projeto está muito claro: “quem tem dinheiro, compra e usa água. Quem não tem, vai passar por dificuldade”.

 

Além disso, Fábio acredita que o projeto prioriza o agronegócio e as grandes empresas. “Quem produz água hoje no Brasil? Esse é o grande debate! São os pequenos agricultores e assentamentos! São essas propriedades que preservam as nascentes, a floresta e a mata ciliar, que produzem o alimento que chega na nossa mesa, geram emprego e garantem a permanência do homem no campo”.

 

Resumo das atividades do Fama 2018 até o momento

 

No dia 17 de março foi feita a abertura do Fama 2018, na Universidade de Brasília, onde foi realizada a Assembleia Popular das Águas e várias atividades autogestionadas, com diversas lideranças de povos e comunidades tradicionais discursando sobre as infrações ao direito à água.

 

No dia seguinte, a FNU organizou, junto a ABES-DF, ao observatório do saneamento básico da Bahia e ao Sindágua-DF, um debate sobre as tentativas de privatização que o governo golpista tem tentado impor ao saneamento básico brasileiro.

 

Para Fábio Giori, o debate foi bem enriquecedor. “Os palestrantes frisaram as diversas formas de privatização (concessão, terceirização, PPP) e as estratégias políticas desenvolvidas pelo governo Temer para privatizar o saneamento. Depois, participamos de outro importante debate, sobre a reestatização do saneamento no Mundo, que contrapõe todas as ações privatistas do governo brasileiro”.

 

O evento foi ao Parque da Cidade no dia 19 e 20, onde foi realizada uma nova Assembleia Popular das Águas e Plenárias Unificadas para análise de conjuntura, discussão de estratégias de capital e experiências de luta, além de um ato político e cultural.

 

Nesta quarta, 21, foi realizada uma Assembleia de Povos e Comunidades Originárias e Tradicionais e Água, além de mais duas Plenárias Unificadas, para discutir os projetos dos povos para a água e traçar uma plataforma de lutas.

 

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O SINDAEMA


O Sindicato dos Trabalhadores em Àgua, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo completou 50 anos de história em 2013. Possui cerca de 2 mil associados – são trabalhadores da Cesan e dos Saaes, Serviços Municipais de Água e Esgoto. Sua sede está localizada no Bairro do Moscoso, em Vitória.