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28 de fevereiro de 2019 às 20h46

Fala Trabalhador! Entrevistamos o empregado Heidivar Pancieri.

Nesta semana entrevistamos o empregado Heidivar Pancieri, que trabalha como vistoriante pela Tubomills, em Santa Teresa. Conhecido pelo apelido de “Tuqui”, é natural de Santo Antônio do Canaã, distrito de Santa Teresa e, no último dia seis, completou sete anos de prestação de serviços para a Cesan.

 

Sindaema: Como é o seu dia a dia, atualmente, na Cesan?

Heidivar: Desenvolvo atividades referentes às ligações de água e de esgoto e entregas de documentos. Atendo as localidades de Santa Teresa, Santo Antônio do Canaã, Várzea Alegre, São Roque do Canaã, São Jacinto, Fundão, Timbuí, Santiago e Cidade nova da Serra. Estou vinculado ao Polo comercial e, foi após a reestruturação da Cesan, que passei a cobrir a região do município de Fundão também.

 

Sindaema: Antes de prestar serviços para a Cesan, você trabalhou com o quê?

Heidivar: Trabalhei com esquadrias, fazendo portas e janelas, durante 25 anos, lá em Santo Antônio do Canaã e aqui em Santa Teresa.

 

Sindaema: E como foi a sua adaptação ao novo emprego?

Heidivar: No começo foi um pouco difícil por ser uma área totalmente diferente, mas com a ajuda de vários colegas, me adaptei rápido à função.

 

Sindaema: Qual o seu maior desafio como vistoriante?

Heidivar: No início, a maior dificuldade era em relação às ligações de esgoto. Levar o cliente a entender a importância da coleta e do tratamento de esgoto. Muitos reclamavam da taxa paga referente ao serviço. Atualmente, meu maior desafio é a distância que percorro para abranger todas as localidades. São 40 km até Cidade Nova da Serra, 35 km até Várzea Alegre. Sempre me deslocando de moto e acabo ficando quase mais tempo na estrada do que efetivamente nas áreas.

 

Sindaema: Você disse que anos atrás era difícil para alguns clientes entenderem a importância do tratamento de esgoto. E hoje, como está? Você acha que melhorou?

Heidivar: Melhorou sim. Estamos fazendo um trabalho com os clientes e tem melhorado bastante, eles estão aceitando mais. Tenho observado que os rios estão mais limpos. Semana passada mesmo, observei um rio aqui de Santa Teresa e ele está bem mais limpo. Estamos com muitas ligações para serem ativadas nos próximos dias.

 

Sindaema: Seu trabalho depende do auxílio de mais algum colega?

Heidivar: A abordagem ao cliente eu realizo sozinho. No momento da vistoria para ligação de esgoto, os bombeiros me acompanham e me auxiliam, pois precisa de um funcionário no imóvel e outro no ponto de coleta. Também dependo do auxílio deles quando há alguma irregularidade no imóvel, como por exemplo ligações de água clandestinas.

 

Sindaema: E como é sua relação com seus colegas de trabalho?

Heidivar: Sempre muito boa. Nunca tive problema com nenhum colega. A relação é sempre de igual para igual.

 

Sindaema: Na sua opinião, qual a importância de ser sindicalizado?

Heidivar: A importância da filiação é que temos o sindicato para resolver as nossas questões trabalhistas. A gente passa as propostas para o sindicato e ele que resolve com a empresa, com a Tubomills. Até porque a gente aqui, não teria como se deslocar para ir reivindicar as coisas diretamente com a empresa. É muito importante que os trabalhadores sejam filiados, porque dá uma força maior para o sindicato. O sindicato não é só para uma pessoa, é para o coletivo.

 

Sindaema: Você já participou de alguma comissão de negociação para o Acordo Coletivo de Trabalho?

Heidivar: Já sim. Participei representando o pessoal daqui de Santa Teresa.

 

Sindaema: O que você achou? Foi uma boa experiência?

Heidivar: Foi muito bom porque você vê o que realmente está acontecendo, como estão ocorrendo as negociações, como que o sindicato está agindo. E, assim, fica bem fácil para chegar aqui e falar com os colegas o que está acontecendo. A gente aprende muito naquela mesa, inclusive com os colegas da Tubomills de outras localidades, por exemplo os de Cariacica e de Vila Velha. A gente acaba trazendo algumas ideias deles, depois do bate-papo lá.

 

Sindaema: Você é tido como uma pessoa de referência para seus colegas aqui em Santa Teresa. Você acredita que isso se deve, em parte, à essa sua atuação junto ao sindicato?

Heidivar: Creio que sim. Eu sou uma pessoa que, desde que estou no meio, eu começo a cobrar. Isso faz parte de mim. E desde o momento em que se tem cobranças, as coisas rendem muito mais. E eu também sou uma pessoa que fala muito (risos).

 

Sindaema: E o que lhe motiva a sempre estar engajado nas questões sindicais?

Heidivar: As melhorarias para todo mundo. Quando eu cobro alguma coisa ao sindicato, não é para mim, é em nome de todo mundo, porque somos todos iguais aqui.

 

Sindaema: O que você espera do Sindaema para os próximos anos?

Heidivar: Espero que esta nova gestão acompanhe a gente mais de perto, principalmente o terceirizado. Que as negociações e decisões estejam mais próximas da gente.

 

Sindaema: Para você, qual a importância da atuação do sindicato junto às terceirizadas?

Heidivar: Dar assistência ao terceirizado e levar nossas propostas para a empresa. Quando precisamos de algo, é o sindicato que enfrenta a empresa e não nós. Não é o nome de cada um que vai, o sindicato leva somente a nossa causa. O sindicato tem uma força grande porque fala em nome do conjunto.

 

Sindaema: Que mensagem você gostaria de deixar para seus colegas?

Heidivar: Nunca desanimem! Apesar das dificuldades a vitória vem.

 

Sindaema: Você tem algo a mais, que gostaria de acrescentar?

Heidivar: Gostaria, então, de agradecer à Tubomills que tem cumprido seus compromissos com a gente. Vemos tantos problemas lá fora, mas aqui a Tubomills sempre mantém tudo em dia.

 

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O SINDAEMA


O Sindicato dos Trabalhadores em Àgua, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo completou 50 anos de história em 2013. Possui cerca de 2 mil associados – são trabalhadores da Cesan e dos Saaes, Serviços Municipais de Água e Esgoto. Sua sede está localizada no Bairro do Moscoso, em Vitória.