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10 de outubro de 2018 às 18h32

Pessoas com deficiência física conquistam espaço no mercado de trabalho

De acordo com levantamento do IBGE, cerca de 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência.  Antes invisibilizada pela condição, esta substanciosa parcela da população tem contornado preconceitos e se inserido cada vez mais no disputado mercado de trabalho brasileiro.

 

Desde 2004, com a chegada da Lei da Inclusão Social, empresas que contam com mais de cem funcionários devem resguardar de 2 a 5% de suas vagas a pessoas com deficiência física.  De lá para cá, o aumento de pessoas com deficiência atuando profissionalmente foi considerável. Em levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho, entre os anos de 2009 a 2015, houve o aumento de 32% de pessoas com necessidades específicas no mercado de trabalho.

 

Além disso, no ano de 2016, existiam no Brasil 9,6 milhões de PCD (pessoa com deficiência) totalmente aptas para começar a trabalhar, disputando em igualdade por  827 mil vagas abertas. Ainda que o setor produtivo brasileiro ainda se divida em dilemas e preconceito velado, existem empresas focadas em localizar, treinar e contratar estas pessoas, além de preparar o local de trabalho para receber a equipe.

 

Os números continuam a impressionar quando se trata de nível educacional. Em 2015, o Censo Escolar registrou que quase 60% das escolas públicas do Brasil já tinham alunos com deficiência incluídos em turmas regulares, conferindo um aumento de quase 30% em apenas sete anos.

 

“Teve gente que me chamam de doida por gostar de trabalhar”, brincou Hellen Gleici, que é cadeirante. Atuando há cinco anos como Assistente Administrativa B na Cesan “Sempre fui boa aluna, fiz vários cursos na área de informática e sou formada em técnico de administração”, contou.  

 

Segundo ela, a empresa oferece boas instalações para atender suas necessidades de acessibilidade. “A empresa trabalha para atender minhas expectativas de acessibilidade e na capacitação e atualização como profissional e principalmente com clientes com necessidades especiais”.

 

Ameaças

 

Apesar das vitórias, o ritmo de adaptação para o recebimento de PCD segue em ritmo menos acelerado. Em 2017, 54% das escolas públicas do país contavam com bibliotecas adaptadas e 32% com salas e banheiros adaptados.

 

Outra ameaça às pessoas com deficiência é a reforma trabalhista, que arrisca a carreira destas pessoas.  A reforma pode reduzir consideravelmente a qualidade das vagas oferecidas para o cumprimento das cotas. O motivo seria porque não existe consenso entre especialistas se PCD podem ser contratados na modalidade intermitente.

 

É importante que as pessoas não se calem e os números de pessoas inclusas continuem a crescer. O acesso à educação de qualidade e oportunidades iguais para PCD precisam ser igualadas para que estas pessoas possam continuar mostrando seu talento e aptidão no mercado de trabalho. As conquistas vieram por meio de muito esforço, não podemos deixar que se percam.

 

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O SINDAEMA


O Sindicato dos Trabalhadores em Àgua, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo completou 50 anos de história em 2013. Possui cerca de 2 mil associados – são trabalhadores da Cesan e dos Saaes, Serviços Municipais de Água e Esgoto. Sua sede está localizada no Bairro do Moscoso, em Vitória.