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Funcionária ganha na Justiça o direito de ser transferida para ficar mais perto da mãe

Mirian Esteves conseguiu, por meio do Sindaema, ser transferida de Vitória para Guarapari para cuidar da mãe, de 98 anos

O Sindaema conquistou na Justiça o direito de transferência de local de trabalho para a associada Mirian Esteves, que é assistente C na Cesan. Ela trabalhava no setor de transporte, em Carapina, na Serra, mas mora em Guarapari, onde também reside sua mãe, de 98 anos, que depende exclusivamente dos cuidados da filha.

A distância dificultava a rotina de Mirian, que é filha única e não tem mais ninguém da família para acompanhar a idosa. “Eu passei no concurso para a vaga de Carapina, com a expectativa de quem em dois anos eu conseguiria transferência. Eu pedi à empresa para fazer a mudança e expliquei as condições da minha mãe, mas não consegui e acabei ficando 6 anos na Serra”, contou a funcionária.

Ela decidiu procurar o sindicato para saber se poderia acionar Justiça para trabalhar mais próximo da sua residência e dar a atenção que a mãe necessita. “Eles chegaram a me transferir para Vitória, mas ainda assim era muito distante”, destacou Mirian, que gastava cerca de duas horas no deslocamento entre Guarapari e seu local de trabalho.

O advogado do Sindaema, Ygor Buge Tironi, explicou que a associada tinha, sim, direito a trabalhar mais perto de casa.

“Nós entramos com processo alegando que, em virtude da mãe da funcionária ter problemas de saúde comprovados por laudos médicos, necessitar de muitos cuidados e depender exclusivamente da filha para sobreviver, Mirian tinha de passar mais tempo com a mãe para cumprir esses compromissos”, disse Tironi.

Ele se baseou em princípios constitucionais, como o direito à dignidade da pessoa humana, de proteção ao idoso, à família e à saúde, o que levou a Justiça a dar uma decisão favorável à funcionária. Ela foi transferida para a Divisão Litorânea de Guarapari no dia 28 de outubro.

“Agora levo meia hora ou menos para chegar em casa. Ficou tudo mais prático, pois tenho como levar minha mãe ao médico no final da tarde e dar mais atenção a ela, que está muito feliz. Essa mudança só tem uma semana e já sinto uma diferença enorme”, contou, aliviada.

Ela ressalta que a orientação do Sindaema foi fundamental nesse processo. “Eu sempre acompanhei o sindicato desde que entrei na Cesan. É um apoio muito importante para os empregados e não precisamos procurar ajuda fora. Eu não sabia se teria direito na Justiça e acabei sabendo que seria possível. É bom que essa experiência fique registrada porque outros colegas podem estar passando pela mesma situação”, concluiu.

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