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“Venci o câncer trabalhando”

Para a secretária da Diretoria da Cesan, Ana Rita de Poli, 61 anos, um câncer de mama descoberto há cinco anos não fez com que ela parasse sua vida para fazer o tratamento: ela conseguiu fazer todo o processo de quimioterapia trabalhando normalmente, mas respeitando os limites do corpo.

Essa foi a maneira que Ana Rita encontrou para sentir que sua vida poderia seguir e que a doença não era o “fim do mundo”, como muita gente pensa. Ela disse que foi, inclusive, uma orientação dos médicos, para que ela vivesse sua vida da forma mais normal possível.

“Quando a gente recebe a notícia, fica assustado. Descobri num exame de rotina que fazia todos os anos. Me emociono até hoje relembrando, porque não é fácil. Mas sou uma pessoa de muita fé e sempre acreditei que ia dar tudo certo. Confiei nos médicos e tive todo o apoio dos colegas de trabalho, dos amigos e da família”, disse.

Ela contou que, após a cirurgia, a cada 21 dias saía mais cedo do trabalho para se submeter às sessões de quimioterapia e no dia seguinte ficava em casa para se recuperar. O cabelo caiu, mas muita gente nem percebeu. “Sou muito grata por meu organismo ter reagido bem. Fiquei sem cabelo, mas meu cabeleireiro me deu uma peruca curtinha e fiquei melhor. Eu jamais quis ter cara de doente. Me maquiava e ia trabalhar. Estava sempre sorrindo. Temos que pensar que somos maior que a doença e isso ajuda na recuperação”.

Para quem tem de passar por tratamento, está passando ou tem alguém que está enfrentando a doença, Ana Rita deixa seu recado: “É muito importante fazer a mamografia todos os anos. Quanto antes descobrir, maior a chance de cura. Se cuide sempre, se toque, se olhe no espelho. Tenha boa alimentação e faça exercícios. Câncer não é sinal de morte”, orientou.

O Sindaema parabeniza a companheira por sua história de superação neste Outubro Rosa, mês de conscientização para prevenção do câncer de mama.

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